Autor: Marcelo Freitas

  • Sindiextra marca transição na presidência da entidade

    Sindiextra marca transição na presidência da entidade

    No dia 18 de março, foi realizada a Assembleia Geral do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra). O encontro reuniu associados para a deliberação de temas institucionais e a discussão de pautas estratégicas para o setor mineral.

    A reunião também marcou a despedida de Luís Márcio Vianna da presidência da entidade. Após seis anos à frente do Sindiextra, ele foi reconhecido pelos associados pela atuação e pelas contribuições ao longo do período.

    “Gostaria de agradecer a todos que fizeram parte dessa trajetória e contribuíram ao longo desse período. Em especial, a três pessoas que foram fundamentais para a minha presença aqui hoje: Fernando Coura, atualmente afastado em função de sua atuação na Petrobras; Eduardo Ferreira, que o sucedeu no Conselho do Sindiextra; e Gustavo Lanna, parceiro de sindicato. Seguirei contribuindo com o Sindiextra como consultor institucional, dando continuidade a um trabalho que já venho desenvolvendo há bastante tempo”, afirmou.

    A presidência passa a ser assumida interinamente por Gustavo Lanna, que destacou a importância da trajetória de Luís para o fortalecimento do setor mineral. Segundo ele, há um reconhecimento amplo pela dedicação e pelo legado construído, com contribuição relevante para a mineração em Minas Gerais. Lanna também ressaltou que Luís continuará atuando na entidade, na área de relações institucionais, apoiando o processo de transição.

    De acordo com Lanna, a condução interina deverá ser breve, até a definição de um novo executivo responsável pelas atividades do dia a dia. Ele reforçou ainda a expectativa de uma transição estruturada e consistente, com o apoio de Vianna.

    Durante a programação, foram aprovadas as contas relativas ao exercício de 2025 e debatidas iniciativas como a criação do Programa de Patrocinadores Institucionais, voltado a um modelo sustentável de financiamento complementar, e do Programa de Benchmark da Mineração, que reúne empresas associadas para a troca de experiências e boas práticas.

    O encontro contou também com a apresentação dos projetos de lei monitorados pelo Sindiextra, conduzida por Paula Aguiar. Atualmente, a entidade acompanha mais de 140 propostas em tramitação no âmbito estadual com impacto direto sobre a atividade mineral. Em fevereiro de 2026, eram 144 proposições monitoradas, número que chegou a 148 em março.

    A programação incluiu ainda a apresentação dos novos Comitês de Trabalho e do Planejamento Estratégico para 2026, por Janilson Vaz, da Fundação Dom Cabral, além de uma exposição técnica sobre o tema Reforma Tributária e Competitividade do Setor Mineral, conduzida por Thiago Feital, da gerência de Assuntos Tributários da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).


  • Grupo Votorantim vende CBA. Empresa opera minas de bauxita na Zona da Mata e Sul de Minas

    Grupo Votorantim vende CBA. Empresa opera minas de bauxita na Zona da Mata e Sul de Minas

    CBA foi a primeira empresa gerida por Antônio Ermírio. Foto CBA/Divulgação

    Uma das mais tradicionais empresas produtoras de alumínio do país, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) não pertence mais ao grupo Votorantim. Por R$ 4,89 bilhões, a Rio Tinto e a Aluminium Corporation of China Limited (Chalco) adquiriram 68,59% do capital da Votorantim na empresa. A Rio Tinto ficará com 33% do capital da CBA e a Chalco com 67%.

    Com a transação, as duas empresas assumem o controle dos ativos da CBA, formado por unidades de produção de bauxita em Miraí, Itamarati de Minas e Poços de Caldas, em Minas Gerais; uma unidade de produção de bauxita em Barro Alto (GO); fábrica integrada de alumínio primário em Alumínio (SP); unidade de produção de chapas e folhas de alumínio em Itapissuma (PE);  planta para reciclagem de alumínio e produção de tarugos (Metalex) em Araçariguama (SP); unidade para produção de ligas de alumínio secundário (Alux) em Nova Odessa (SP); 21 usinas hidrelétricas em vários estados e participação em parques eólicos.

    A Chalco é a principal subsidiária operacional da Aluminum Corporation of China (Chinalco), um dos maiores grupos integrados do setor de alumínio em escala global, com atuação internacional e presença em mais de cinquenta países. A Rio Tinto é uma empresa global líder no setor de mineração e materiais, com mais de 150 anos de atuação. A companhia se destaca pela presença operacional em 35 países e posição de liderança na produção de minério de ferro, cobre, alumínio e minerais críticos.

    Para mais informações sobre a transação, acesse aqui.

    A Companhia Brasileira de Alumínio foi uma das bases da formação do grupo Votorantim. Foi a primeira empresa que Antônio Ermírio de Moraes, ainda na década de 1950, assumiu no conglomerado criado pelo seu avó. A CBA sempre foi apontada como menina dos olhos do “doutor Antônio”.

    Mas, com a morte do líder do clã, em agosto de 2014, a família Ermírio de Moraes passou a buscar negócios mais previsíveis financeiramente e menos dependentes de ciclos, o que ajuda a explicar a venda da CBA.

    Para entender as razões da venda da CBA, acesse aqui.

  • Ministério das Minas e Energia abre consulta sobre o Plano Nacional de Mineração 2050

    Ministério das Minas e Energia abre consulta sobre o Plano Nacional de Mineração 2050

    Plano irá definir como será a mineração brasileira nas próximas duas décadas. Foto: brasil.gov.br/Ricardo Teles

    O Ministério das Minas e Energia abriu consulta pública para o recebimento de contribuições para à minuta do Plano Nacional de Mineração 2050. O Plano constitui o principal instrumento de planejamento estratégico de médio e longos prazo do setor mineral brasileiro no período de 2025 a 2050.

    O documento irá orientar a formulação de políticas públicas, programas e ações governamentais voltados ao desenvolvimento sustentável da mineração, com impactos diretos sobre o ambiente regulatório, o licenciamento, a governança institucional, os investimentos, a competitividade e a inserção internacional do setor.

    O Plano está estruturado em três pilares estratégicos. O primeiro trata de sustentabilidade e valor social, com foco na responsabilidade socioambiental, na relação com comunidades e na geração de benefícios territoriais.

    O segundo aborda o aproveitamento responsável dos recursos minerais, incluindo conhecimento geológico, pesquisa mineral, produção, inovação tecnológica, agregação de valor e minerais estratégicos para a transição energética e a segurança alimentar.

    O terceiro pilar refere-se à governança estratégica, contemplando ambiente regulatório, fortalecimento institucional, integridade, comunicação e imagem do setor mineral.

    A minuta do Plano também identifica desafios transversais, entre os quais o licenciamento ambiental, o ordenamento territorial, o acesso a financiamento para pesquisa mineral, a dependência de importações de insumos estratégicos, a concentração da pauta exportadora e a necessidade de diversificação produtiva.

    O Sindiextra orienta seus associados a contribuírem com suas sugestões para o Plano, ressaltando que essa participação e necessária e estratégica, uma vez que o documento irá orientar decisões administrativas, regulatórias e orçamentárias ao longo das próximas décadas, influenciando diretamente custos operacionais, exigências ambientais, segurança jurídica, oportunidades de investimento e competitividade do setor mineral em Minas Gerais e no Brasil.

    O prazo para o envio das contribuições vai até 8 de fevereiro próximo.

    A consulta está disponível no portal oficial do Ministério de Minas e Energia, em https://consultas-publicas.mme.gov.br/home.

  • Kinross no Brasil tem novo presidente

    Kinross no Brasil tem novo presidente

    Rodrigo Gomides destacou seu compromisso de seguir com uma operação segura, eficiente e responsável. Foto: Kinross/Divulgação

    A Kinross Brasil Mineração tem um novo presidente e gerente-geral desde o último dia 1º de janeiro. Rodrigo Gomides, o novo executivo, tem ampla experiência na empresa e vasta atuação voltada para segurança, eficiência operacional e gestão responsável das operações.

    A Kinross é uma mineradora de ouro, respondendo por 22% da produção nacional do metal. A empresa integra o grupo canadense Kinross Gold Corporation e, no Brasil, opera uma mina, a Morro do Ouro, em Paracatu, no noroeste do Estado. Em Caçu e Cachoeira Alta, em Goiás, a empresa possui duas hidrelétricas.

    De acordo com a empresa, a nomeação faz parte de um conjunto de ajustes que visam fortalecer a gestão regional das operações e assegurar a sustentabilidade e a competitividade da empresa no longo prazo.

    Rodrigo Gomides afirmou estar honrado em assumir a presidência da Kinross no Brasil e destacou seu compromisso de seguir com uma operação segura, eficiente e responsável e focada nas pessoas, no diálogo com as comunidade e na contribuição positiva para o desenvolvimento do país.

    Como parte desse movimento, Gilberto Azevedo, que ocupava a presidência, assume o cargo de vice-presidente sênior de Novos Negócios.

  • Mineração e transformação mineral lideraram exportações mineiras em 2025

    Mineração e transformação mineral lideraram exportações mineiras em 2025

    Com folga sobre os demais setores, as indústrias mineral e de transformação mineral lideraram as exportações mineiras em 2025. Juntos, os dois setores tiveram uma receita total de US$ 21,51 bilhões, superior em US$ 2,86 bilhões à soma das exportações da  agropecuária e da indústria de alimentos e bebidas, cuja receita no ano foi de US$ 18,65 bilhões, inferior em 13,3% à da indústrias mineral e de transformação mineral.

    Da receita de exportação das indústrias mineral e de transformação mineral, o destaque foi para o minério de ferro, que respondeu por US$ 12,19 bilhões, seguido pelo ouro (US$ 3,2 bilhões) e pelo ferro nióbio (US$ 2,12 bilhões). Entre os produtos com maior volume de exportações, também apareceram o café, com receita de US$ 11,26 bilhões, e a soja, com US$ 2,72 bilhões.

    Volume de exportações

    No acumulado do ano, as indústrias mineral e de transformação mineral exportaram 189,12 milhões de toneladas, dos 206,47 milhões exportados pela indústria mineira em 2025. Também com folga, o minério de ferro permaneceu como o principal item da pauta de exportações mineiras, com 183,73 milhões de toneladas, seguido pela soja, com 6,8 milhões de toneladas, açúcares e melaços (4,61 milhões de toneladas), ferro fundido (2,78 milhões de toneladas) e celulose, com 1,65 milhão de toneladas.

    Desses produtos, o minério de ferro, a soja e o ferro fundido registraram aumento no volume de exportações. O minério fechou o ano com um aumento de 6,38% nas vendas externas, um pouco acima do volume exportado pela indústria de ferro fundido, que foi de 5,39%, mas bem superior ao da soja, que foi de 0,33% em 2025.

  • Raul Jungman deixa um legado de coerência pelo Brasil

    Raul Jungman deixa um legado de coerência pelo Brasil

    Jungman foi ministro nos governos Fernando Henrique e Temer. Atualmente, era presidente do Ibram. Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

    Faleceu domingo, em Brasília, após um longo tratamento contra o câncer, o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungman. Pernambucano, ele foi ministro nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer: Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.

    Em 2022, assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde buscou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco na defesa de uma mineração mais comprometida com a sustentabilidade.

  • Copam aprovou Licença Prévia para Viridis e Meteorics explorarem terras raras

    Copam aprovou Licença Prévia para Viridis e Meteorics explorarem terras raras

    A Câmara de Mineração do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou em dezembro, por unanimidade, a concessão da Licença Prévia (LP) para as empresas de mineração Viridis e Meteorics explorarem terras raras na região de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. A sessão durou cerca de nove horas.

    O aval foi dado após o Ministério Público Federal (MPF) ter pedido à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) a inclusão de várias medidas para minimizar o impacto ambiental dos empreendimentos. A maior parte dos questionamentos referia-se a possíveis prejuízos sobre os aquíferos de águas minerais da região.

    Eder Santo, responsável área ambiental da Meteorics, negou que a empresa vá produzir rejeitos tóxicos. Segundo ele, a argila lavada foi submetida a testes na Austrália e classificado como resíduo “não perigoso” com base em regra da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

    Ainda conforme Santo, o estudo dos impactos ambientais da Meteorics tem mais de 3 mil páginas e é suficiente para dar tranquilidade às futuras operações da empresa.

  • ANM convoca para esta quarta, reunião públicada Diretoria Colegiada

    ANM convoca para esta quarta, reunião públicada Diretoria Colegiada

    A Agência Nacional de Mineração (ANM) realiza nesta quarta, 17, a partir de 9h30, a 80ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada. Na pauta estão, entre outros assuntos, 44 pedidos de desistência de renuncia à concessão de lavra.

    Quem desejas fazer sustentação oral de algum assunto tem até as 9h30 de amanhã para se inscrever.

    O link da reunião está disponível no site da ANM.

  • Anglo American e Teck Resources aprovam fusão com Minas-Rio incluído

    Anglo American e Teck Resources aprovam fusão com Minas-Rio incluído

    Acionistas da mineradora inglesa Anglo American e da canadense Teck Resources aprovaram, nesta semana, a conclusão do processo de fusão, em partes iguais, das duas companhias. A nova empresa irá chamar-se Anglo Teck e será dona, no Brasil, do projeto Minas-Rio, de minério de ferro em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais.

    Para a presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, a fusão irá potencializar as operações da companhia no Brasil.

    Leia mais no site O Fator.

  • AngloGold prepara projeto para ressignificar o Centro histórico de Nova Lima

    AngloGold prepara projeto para ressignificar o Centro histórico de Nova Lima

    Em parceria com a Prefeitura de Nova Lima e a construtora Concreto, a AngloGold Ashanti prepara a transformação do complexo das antigas minas cujas entradas estavam localizadas no centro de Nova Lima em uma área multiuso.

    Nela serão construídos apartamentos residenciais voltados para famílias de classe média com baixo poder aquisitivo e implantados espaços culturais e de preservação ambiental.

    O terreno, de 260 mil metros quadrados, compunha a área operacional a céu aberto da Mina Grande e da Mina Velha, estruturas subterrâneas que foram exploradas até 2001 pela AngloGold Ashanti. A desativação aconteceu após a exaustão das jazidas.

    Leia mais no site de O Fator