Blog

  • Sindiextra marca transição na presidência da entidade

    Sindiextra marca transição na presidência da entidade

    No dia 18 de março, foi realizada a Assembleia Geral do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra). O encontro reuniu associados para a deliberação de temas institucionais e a discussão de pautas estratégicas para o setor mineral.

    A reunião também marcou a despedida de Luís Márcio Vianna da presidência da entidade. Após seis anos à frente do Sindiextra, ele foi reconhecido pelos associados pela atuação e pelas contribuições ao longo do período.

    “Gostaria de agradecer a todos que fizeram parte dessa trajetória e contribuíram ao longo desse período. Em especial, a três pessoas que foram fundamentais para a minha presença aqui hoje: Fernando Coura, atualmente afastado em função de sua atuação na Petrobras; Eduardo Ferreira, que o sucedeu no Conselho do Sindiextra; e Gustavo Lanna, parceiro de sindicato. Seguirei contribuindo com o Sindiextra como consultor institucional, dando continuidade a um trabalho que já venho desenvolvendo há bastante tempo”, afirmou.

    A presidência passa a ser assumida interinamente por Gustavo Lanna, que destacou a importância da trajetória de Luís para o fortalecimento do setor mineral. Segundo ele, há um reconhecimento amplo pela dedicação e pelo legado construído, com contribuição relevante para a mineração em Minas Gerais. Lanna também ressaltou que Luís continuará atuando na entidade, na área de relações institucionais, apoiando o processo de transição.

    De acordo com Lanna, a condução interina deverá ser breve, até a definição de um novo executivo responsável pelas atividades do dia a dia. Ele reforçou ainda a expectativa de uma transição estruturada e consistente, com o apoio de Vianna.

    Durante a programação, foram aprovadas as contas relativas ao exercício de 2025 e debatidas iniciativas como a criação do Programa de Patrocinadores Institucionais, voltado a um modelo sustentável de financiamento complementar, e do Programa de Benchmark da Mineração, que reúne empresas associadas para a troca de experiências e boas práticas.

    O encontro contou também com a apresentação dos projetos de lei monitorados pelo Sindiextra, conduzida por Paula Aguiar. Atualmente, a entidade acompanha mais de 140 propostas em tramitação no âmbito estadual com impacto direto sobre a atividade mineral. Em fevereiro de 2026, eram 144 proposições monitoradas, número que chegou a 148 em março.

    A programação incluiu ainda a apresentação dos novos Comitês de Trabalho e do Planejamento Estratégico para 2026, por Janilson Vaz, da Fundação Dom Cabral, além de uma exposição técnica sobre o tema Reforma Tributária e Competitividade do Setor Mineral, conduzida por Thiago Feital, da gerência de Assuntos Tributários da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).


  • Grupo Votorantim vende CBA. Empresa opera minas de bauxita na Zona da Mata e Sul de Minas

    Grupo Votorantim vende CBA. Empresa opera minas de bauxita na Zona da Mata e Sul de Minas

    CBA foi a primeira empresa gerida por Antônio Ermírio. Foto CBA/Divulgação

    Uma das mais tradicionais empresas produtoras de alumínio do país, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) não pertence mais ao grupo Votorantim. Por R$ 4,89 bilhões, a Rio Tinto e a Aluminium Corporation of China Limited (Chalco) adquiriram 68,59% do capital da Votorantim na empresa. A Rio Tinto ficará com 33% do capital da CBA e a Chalco com 67%.

    Com a transação, as duas empresas assumem o controle dos ativos da CBA, formado por unidades de produção de bauxita em Miraí, Itamarati de Minas e Poços de Caldas, em Minas Gerais; uma unidade de produção de bauxita em Barro Alto (GO); fábrica integrada de alumínio primário em Alumínio (SP); unidade de produção de chapas e folhas de alumínio em Itapissuma (PE);  planta para reciclagem de alumínio e produção de tarugos (Metalex) em Araçariguama (SP); unidade para produção de ligas de alumínio secundário (Alux) em Nova Odessa (SP); 21 usinas hidrelétricas em vários estados e participação em parques eólicos.

    A Chalco é a principal subsidiária operacional da Aluminum Corporation of China (Chinalco), um dos maiores grupos integrados do setor de alumínio em escala global, com atuação internacional e presença em mais de cinquenta países. A Rio Tinto é uma empresa global líder no setor de mineração e materiais, com mais de 150 anos de atuação. A companhia se destaca pela presença operacional em 35 países e posição de liderança na produção de minério de ferro, cobre, alumínio e minerais críticos.

    Para mais informações sobre a transação, acesse aqui.

    A Companhia Brasileira de Alumínio foi uma das bases da formação do grupo Votorantim. Foi a primeira empresa que Antônio Ermírio de Moraes, ainda na década de 1950, assumiu no conglomerado criado pelo seu avó. A CBA sempre foi apontada como menina dos olhos do “doutor Antônio”.

    Mas, com a morte do líder do clã, em agosto de 2014, a família Ermírio de Moraes passou a buscar negócios mais previsíveis financeiramente e menos dependentes de ciclos, o que ajuda a explicar a venda da CBA.

    Para entender as razões da venda da CBA, acesse aqui.

  • Ministério das Minas e Energia abre consulta sobre o Plano Nacional de Mineração 2050

    Ministério das Minas e Energia abre consulta sobre o Plano Nacional de Mineração 2050

    Plano irá definir como será a mineração brasileira nas próximas duas décadas. Foto: brasil.gov.br/Ricardo Teles

    O Ministério das Minas e Energia abriu consulta pública para o recebimento de contribuições para à minuta do Plano Nacional de Mineração 2050. O Plano constitui o principal instrumento de planejamento estratégico de médio e longos prazo do setor mineral brasileiro no período de 2025 a 2050.

    O documento irá orientar a formulação de políticas públicas, programas e ações governamentais voltados ao desenvolvimento sustentável da mineração, com impactos diretos sobre o ambiente regulatório, o licenciamento, a governança institucional, os investimentos, a competitividade e a inserção internacional do setor.

    O Plano está estruturado em três pilares estratégicos. O primeiro trata de sustentabilidade e valor social, com foco na responsabilidade socioambiental, na relação com comunidades e na geração de benefícios territoriais.

    O segundo aborda o aproveitamento responsável dos recursos minerais, incluindo conhecimento geológico, pesquisa mineral, produção, inovação tecnológica, agregação de valor e minerais estratégicos para a transição energética e a segurança alimentar.

    O terceiro pilar refere-se à governança estratégica, contemplando ambiente regulatório, fortalecimento institucional, integridade, comunicação e imagem do setor mineral.

    A minuta do Plano também identifica desafios transversais, entre os quais o licenciamento ambiental, o ordenamento territorial, o acesso a financiamento para pesquisa mineral, a dependência de importações de insumos estratégicos, a concentração da pauta exportadora e a necessidade de diversificação produtiva.

    O Sindiextra orienta seus associados a contribuírem com suas sugestões para o Plano, ressaltando que essa participação e necessária e estratégica, uma vez que o documento irá orientar decisões administrativas, regulatórias e orçamentárias ao longo das próximas décadas, influenciando diretamente custos operacionais, exigências ambientais, segurança jurídica, oportunidades de investimento e competitividade do setor mineral em Minas Gerais e no Brasil.

    O prazo para o envio das contribuições vai até 8 de fevereiro próximo.

    A consulta está disponível no portal oficial do Ministério de Minas e Energia, em https://consultas-publicas.mme.gov.br/home.

  • Kinross no Brasil tem novo presidente

    Kinross no Brasil tem novo presidente

    Rodrigo Gomides destacou seu compromisso de seguir com uma operação segura, eficiente e responsável. Foto: Kinross/Divulgação

    A Kinross Brasil Mineração tem um novo presidente e gerente-geral desde o último dia 1º de janeiro. Rodrigo Gomides, o novo executivo, tem ampla experiência na empresa e vasta atuação voltada para segurança, eficiência operacional e gestão responsável das operações.

    A Kinross é uma mineradora de ouro, respondendo por 22% da produção nacional do metal. A empresa integra o grupo canadense Kinross Gold Corporation e, no Brasil, opera uma mina, a Morro do Ouro, em Paracatu, no noroeste do Estado. Em Caçu e Cachoeira Alta, em Goiás, a empresa possui duas hidrelétricas.

    De acordo com a empresa, a nomeação faz parte de um conjunto de ajustes que visam fortalecer a gestão regional das operações e assegurar a sustentabilidade e a competitividade da empresa no longo prazo.

    Rodrigo Gomides afirmou estar honrado em assumir a presidência da Kinross no Brasil e destacou seu compromisso de seguir com uma operação segura, eficiente e responsável e focada nas pessoas, no diálogo com as comunidade e na contribuição positiva para o desenvolvimento do país.

    Como parte desse movimento, Gilberto Azevedo, que ocupava a presidência, assume o cargo de vice-presidente sênior de Novos Negócios.

  • Mineração e transformação mineral lideraram exportações mineiras em 2025

    Mineração e transformação mineral lideraram exportações mineiras em 2025

    Com folga sobre os demais setores, as indústrias mineral e de transformação mineral lideraram as exportações mineiras em 2025. Juntos, os dois setores tiveram uma receita total de US$ 21,51 bilhões, superior em US$ 2,86 bilhões à soma das exportações da  agropecuária e da indústria de alimentos e bebidas, cuja receita no ano foi de US$ 18,65 bilhões, inferior em 13,3% à da indústrias mineral e de transformação mineral.

    Da receita de exportação das indústrias mineral e de transformação mineral, o destaque foi para o minério de ferro, que respondeu por US$ 12,19 bilhões, seguido pelo ouro (US$ 3,2 bilhões) e pelo ferro nióbio (US$ 2,12 bilhões). Entre os produtos com maior volume de exportações, também apareceram o café, com receita de US$ 11,26 bilhões, e a soja, com US$ 2,72 bilhões.

    Volume de exportações

    No acumulado do ano, as indústrias mineral e de transformação mineral exportaram 189,12 milhões de toneladas, dos 206,47 milhões exportados pela indústria mineira em 2025. Também com folga, o minério de ferro permaneceu como o principal item da pauta de exportações mineiras, com 183,73 milhões de toneladas, seguido pela soja, com 6,8 milhões de toneladas, açúcares e melaços (4,61 milhões de toneladas), ferro fundido (2,78 milhões de toneladas) e celulose, com 1,65 milhão de toneladas.

    Desses produtos, o minério de ferro, a soja e o ferro fundido registraram aumento no volume de exportações. O minério fechou o ano com um aumento de 6,38% nas vendas externas, um pouco acima do volume exportado pela indústria de ferro fundido, que foi de 5,39%, mas bem superior ao da soja, que foi de 0,33% em 2025.

  • Raul Jungman deixa um legado de coerência pelo Brasil

    Raul Jungman deixa um legado de coerência pelo Brasil

    Jungman foi ministro nos governos Fernando Henrique e Temer. Atualmente, era presidente do Ibram. Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

    Faleceu domingo, em Brasília, após um longo tratamento contra o câncer, o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungman. Pernambucano, ele foi ministro nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer: Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.

    Em 2022, assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde buscou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco na defesa de uma mineração mais comprometida com a sustentabilidade.

  • Copam aprovou Licença Prévia para Viridis e Meteorics explorarem terras raras

    Copam aprovou Licença Prévia para Viridis e Meteorics explorarem terras raras

    A Câmara de Mineração do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou em dezembro, por unanimidade, a concessão da Licença Prévia (LP) para as empresas de mineração Viridis e Meteorics explorarem terras raras na região de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. A sessão durou cerca de nove horas.

    O aval foi dado após o Ministério Público Federal (MPF) ter pedido à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) a inclusão de várias medidas para minimizar o impacto ambiental dos empreendimentos. A maior parte dos questionamentos referia-se a possíveis prejuízos sobre os aquíferos de águas minerais da região.

    Eder Santo, responsável área ambiental da Meteorics, negou que a empresa vá produzir rejeitos tóxicos. Segundo ele, a argila lavada foi submetida a testes na Austrália e classificado como resíduo “não perigoso” com base em regra da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

    Ainda conforme Santo, o estudo dos impactos ambientais da Meteorics tem mais de 3 mil páginas e é suficiente para dar tranquilidade às futuras operações da empresa.

  • ANM convoca para esta quarta, reunião públicada Diretoria Colegiada

    ANM convoca para esta quarta, reunião públicada Diretoria Colegiada

    A Agência Nacional de Mineração (ANM) realiza nesta quarta, 17, a partir de 9h30, a 80ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada. Na pauta estão, entre outros assuntos, 44 pedidos de desistência de renuncia à concessão de lavra.

    Quem desejas fazer sustentação oral de algum assunto tem até as 9h30 de amanhã para se inscrever.

    O link da reunião está disponível no site da ANM.

  • Anglo American e Teck Resources aprovam fusão com Minas-Rio incluído

    Anglo American e Teck Resources aprovam fusão com Minas-Rio incluído

    Acionistas da mineradora inglesa Anglo American e da canadense Teck Resources aprovaram, nesta semana, a conclusão do processo de fusão, em partes iguais, das duas companhias. A nova empresa irá chamar-se Anglo Teck e será dona, no Brasil, do projeto Minas-Rio, de minério de ferro em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais.

    Para a presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, a fusão irá potencializar as operações da companhia no Brasil.

    Leia mais no site O Fator.