{"id":94,"date":"2025-08-26T08:52:51","date_gmt":"2025-08-26T11:52:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/?page_id=94"},"modified":"2025-10-06T09:24:15","modified_gmt":"2025-10-06T12:24:15","slug":"das-pas-e-picaretas-aos-robos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/das-pas-e-picaretas-aos-robos\/","title":{"rendered":"Das p\u00e1s e picaretas aos rob\u00f4s\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 muito a minera\u00e7\u00e3o deixou de ser feita \u00e0 base de p\u00e1s e picaretas, como nos tempos da corrida do ouro, no s\u00e9culo 18. Hoje, quem visita uma mina poder\u00e1 deparar com caminh\u00f5es el\u00e9tricos e equipamentos aut\u00f4nomos, que s\u00e3o controlados \u00e0 dist\u00e2ncia, especialmente em minas subterr\u00e2neas, onde o risco de acidentes \u00e9 maior.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desse lado vis\u00edvel da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da minera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 o lado invis\u00edvel, dos laborat\u00f3rios onde sofisticadas opera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas permitem a separa\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que se fazem presentes no mesmo min\u00e9rio, mas precisam ser apartadas para que possam ser comercializadas, cada uma para atender a um determinados uso.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso, no caso do Brasil, \u00e9 a prata. O pa\u00eds \u00e9 um produtor de prata. S\u00f3 que n\u00e3o existem minas espec\u00edficas deste elemento no Brasil.&nbsp; A prata \u00e9 um subproduto do ouro, este sim, abundante por aqui. A separa\u00e7\u00e3o da prata \u00e9 feita por meio de uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que envolve o uso do \u00e1cido n\u00edtrico ou processos eletrol\u00edticos, com eletricidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A regra geral, v\u00e1lida para qualquer tipo de min\u00e9rio, \u00e9 que antes se come\u00e7ar o seu beneficiamento, ele \u00e9 submetido a sofisticados testes que avaliam sua granulometria (tamanho de suas part\u00edculas) e sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Dependendo dos dados apurados, ser\u00e1 definido o tipo de beneficiamento a que ser\u00e1 submetido.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na minera\u00e7\u00e3o de ferro, o avan\u00e7o da tecnologia permitiu que os finos de min\u00e9rio, tamb\u00e9m conhecidos como rejeitos, pudessem ser aproveitados, em vez de serem apenas descartados, em barragens ou em pilhas. Para que possam ser comercializados, os finos s\u00e3o agrupados em pelotas (pelotiza\u00e7\u00e3o).<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"http:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-03.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-135\" srcset=\"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-03.webp 1000w, https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-03-300x200.webp 300w, https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-03-768x512.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tecnologia da pelotiza\u00e7\u00e3o permitiu que min\u00e9rio de baixo teor tamb\u00e9m passasse a ter valor comercial, na forma de pelotas <br>Foto: Jefferson Rocio\/Samarco<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"is-style-text-subtitle is-style-text-subtitle--1\"><strong>&nbsp;Finos deixaram de ser rejeitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o tecnol\u00f3gico tamb\u00e9m serviu para que a explora\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro de baixo teor (conhecido como itabirito) passasse a ser economicamente vi\u00e1vel. At\u00e9 poucas d\u00e9cadas atr\u00e1s, o itabirito era descartado como rejeito, em um processo caro e de alto impacto sobre o meio ambiente, pois demandava a constru\u00e7\u00e3o de barragens.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi ent\u00e3o que a tecnologia entrou em cena fazendo a separa\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica dos dois tipos de min\u00e9rio de ferro, uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias de hoje, a tecnologia \u00e9 tamb\u00e9m fundamental para a separa\u00e7\u00e3o dos 17 elementos de terras raras presentes no min\u00e9rio. S\u00e3o sofisticados processos f\u00edsicos e qu\u00edmicos que, na sequ\u00eancia, permitem a extra\u00e7\u00e3o seletiva de cada um destes elementos, fundamentais para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica em dire\u00e7\u00e3o a uma economia de baixo carbono.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os elementos de terras raras est\u00e3o presentes, por exemplo, nos im\u00e3s, sem os quais os motores el\u00e9tricos n\u00e3o funcionariam; e nas turbinas de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica, entre outros equipamentos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na minera\u00e7\u00e3o do futuro, a tecnologia ser\u00e1, cada vez mais, um componente essencial, \u00e0 medida que os minerais ricos e f\u00e1ceis de serem explorados forem se esgotando. Com isso, a tecnologia ser\u00e1 essencial para a explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios cada vez mais finos e mais pobres. Hoje, a tecnologia permite, por exemplo, que o cobre presente em uma mina com teor de 1% seja comercialmente explorado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"is-style-text-subtitle is-style-text-subtitle--2\"><br><strong>Tecnologia da informa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O futuro da minera\u00e7\u00e3o passa tamb\u00e9m pelo investimento maci\u00e7o em tecnologia da informa\u00e7\u00e3o. A come\u00e7ar pela prospec\u00e7\u00e3o, na qual a intelig\u00eancia artificial (IA) j\u00e1 desempenha um papel de suma import\u00e2ncia. Pela capacidade que tem de analisar uma massa enorme de dados, a IA indica, com grande precis\u00e3o, \u00e1reas onde a possibilidade de se ter dep\u00f3sitos minerais com alto valor \u00e9 maior. Isso reduz o tempo de pesquisa e faz com que os trabalhos de prospec\u00e7\u00e3o no solo sejam feitos em uma \u00e1rea menor.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"512\" src=\"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-01.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-133\" style=\"object-fit:cover;width:800px;height:500px\" srcset=\"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-01.webp 770w, https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-01-300x199.webp 300w, https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-01-768x511.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Motorista dirige caminh\u00e3o remotamente no Centro de Opera\u00e7\u00f5es Remotas da Vale, em Nova Lima, Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na opera\u00e7\u00e3o de uma mina, a tecnologia da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fatil para melhorar a produtividade, a seguran\u00e7a e a sustentabilidade das opera\u00e7\u00f5es. Um exemplo s\u00e3o os centros de opera\u00e7\u00e3o que monitoram, em tempo real, todas as estruturas geof\u00edsicas de uma mina e permitem antecipar poss\u00edveis eventos negativos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a internet das coisas (Iot) faz o monitoramento, tamb\u00e9m em tempo real, de equipamentos como caminh\u00f5es e perfuratrizes, e o controle remoto de m\u00e1quinas, incluindo o uso de drones para monitoramento e inspe\u00e7\u00e3o.\u202fIsso permite detectar anomalias em equipamentos, reduzir riscos aos trabalhadores e otimizar a produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m na linha de frente das minas, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico permitiu o uso de rob\u00f4s para tarefas perigosas ou repetitivas, como a inspe\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de risco ou coleta de amostras em lugares inacess\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"http:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-134\" srcset=\"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-02.jpg 800w, https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-02-300x200.jpg 300w, https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Texto-2-foto-02-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Desmonte de rochas com equipamento aut\u00f4nomo em mina subterr\u00e2nea da AngloGold Ashanti Foto: AngloGold Ashanti\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em resumo, o crescente da tecnologia est\u00e1 tornando a minera\u00e7\u00e3o uma atividade cada vez mais segura para o trabalhador; de maior rentabilidade para a empresa; e cuidadosa com o meio ambiente \u2013 um patrim\u00f4nio de todos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito a minera\u00e7\u00e3o deixou de ser feita \u00e0 base de p\u00e1s e picaretas, como nos tempos da corrida do ouro, no s\u00e9culo 18. Hoje, quem visita uma mina poder\u00e1 deparar com caminh\u00f5es el\u00e9tricos e equipamentos aut\u00f4nomos, que s\u00e3o controlados \u00e0 dist\u00e2ncia, especialmente em minas subterr\u00e2neas, onde o risco de acidentes \u00e9 maior.&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m desse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-94","page","type-page","status-publish","hentry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/94","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/94\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":273,"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/94\/revisions\/273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindiextramg.com.br\/admin\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}